domingo, 5 de junho de 2011

Coluna - O material humano nos três esportes

Poucas coisas causam mais polêmica em âmbito de Fórmula 1 do que a discussão entre material humano x material tecnológico. Enquanto na categoria mais importante do automobilismo há carros com muita vantagem sobre outros, no futebol e no basquete, por sua vez, até pela maneira de se praticar, vimos exatamente o contrário.

A cada Grande Prêmio de F1, aponta-se um favorito e dificilmente este piloto deixa o triunfo escapar. Tudo por conta dos melhores ajustes, das melhores peças e da melhor aerodinâmica de um carro para outro. A Red Bull é visivelmente mais rápida que qualquer outra escuderia, não há competitividade.

No futebol é o contrário. Há muito tempo não se vê tanta zebra ocorrendo nos campos. Camisa deixou de ganhar jogo e nome também. A copa do Brasil tá aí para provar isso. Um Coritiba sem nenhuma estrela no elenco desbancou um por um e está na final da competição contra o Vasco. A própria UEFA Champions League foi assim. Times como Schalke 04 chegaram a incomodar grandes clubes do velho continente.

O basquete sempre foi assim por natureza. É um esporte equilibradíssimo e, com a NBA, liga mais importante do mundo, não tem sido diferente. No segundo jogo da final deste ano, o Miami jogava em casa e tinha uma vantagem considerável contra o Dallas, 11 pontos. Faltando alguns minutos para o encerramento da partida, a equipe visitante cresceu na partida e ofuscou a fera LeBron James.

Mesmo com essa discussão, há fã da Fórmula 1 que admite essa influência financeira no esporte, mas que mesmo assim é levado pelo encanto dos motores mais velozes do automobilismo. É inegável que os bólidos são cada vez mais bonitos e impressionantes.

Coluna - O GP de Mônaco e suas consequências


Sorte, um campeão também precisa dela e Sebastian Vettel não tem o que reclamar da sua. Defendendo-se bravamente, nos últimos momentos aproveitáveis de seus pneus, ele estava à mercê de dois ex-campeões mundiais, que, com carros muito melhores calçados, apenas aguardavam o inevitável desmanche dos Pirelli da Red Bull, para superarem o alemão e decidirem entre si o vencedor.


Já é bem sabido que a curva de rendimento dos pneus macios, que Vettel já vinha usando por 35 voltas, tem proveito até o ponto em que seu desgaste torna o carro incontrolável, e segundo o staff da Red Bull, faltavam apenas mais três voltas para que os pneus do alemão chegassem a esse nível crítico.


Mas eis que um acidente correu (ocorreu) em seu auxílio e, tranquilo, com pneus novos e supermacios, passeou até a bandeira quadriculada. É bem verdade, diga-se, que caso fosse mantida a bandeira amarela, a corrida terminaria com o safety-car na pista. Nas estatísticas, nenhum piloto que conquistou cinco vitórias nas seis primeiras provas da temporada deixou de ser campeão. A chance dos outros é pequena.


Se confirmar esse prognóstico, Vettel será bicampeão com apenas 24 anos! Tempo e talento não lhe faltam para quebrar todos os recordes e, pelo que se viu em Monte Carlo, sorte também não.


Sorte de um, azar dos outros milhões de espectadores que acompanhavam um final eletrizante e sofreram com o anticlímax provocado pelo acidente que paralisou a prova. Azar também de Alonso, que, apenas uma semana depois de chegar uma volta atrás dos líderes, aparecia em nítida condição de vencer seu terceiro GP de Mônaco.


E azar da McLaren, que ao chamar Button para a última troca de pneus parecia ter jogado fora suas chances de vitória, mas que, a dez voltas do fim, tinha o carro melhor com relação aos pneus e com boas chances de superar também o espanhol.


Mas tenho de admitir que essa corrida foi uma das melhores que já assisti nesse circuito (acho que já foram quase 40!). O Kers, a asa móvel e os novos pneus encorajaram os pilotos, que resolveram tentar ultrapassagens em diversos locais da pista.


Várias chegaram a acontecer sem maiores danos. Schumacher, que inaugurou as ultrapassagens improváveis ao superar Lewis Hamilton na curva Loews, mostrou o caminho que foi seguido por muitos durante a prova. Ele mesmo iria superar seu parceiro de equipe da mesma forma.


Mas o próprio Schumacher também se tornaria vítima, primeiro de Hamilton, ainda nas primeiras voltas e, depois de Barrichello, que ao final, com um nono lugar deu os primeiros pontos do ano para a Williams, que não pôde sorrir diante do excelente quarto lugar perdido graças ao desespero de Hamilton, que numa manobra mal calculada, atingiu um surpreendente Pastor Maldonado, e tirou da equipe uma preciosa quantidade de pontos.


A McLaren arriscou muito ao não mandar Hamilton logo para pista no Q3. Como acidentes em Mônaco são rotina, seria seguro ter mandado seu piloto à pista logo. Ao retê-lo, sobrou para o inglês uma tentativa malograda, após o resgate de Sergio Pérez.

Em verdade, o Hamilton tinha carro e braço para vencer, mas riscos demais, dele e da equipe, o deixaram longe dos primeiros lugares, a Red Bull é vulnerável em ritmo de corrida, e a McLaren não tem sabido aproveitar as oportunidades.

Embora em condições de treino ninguém se aproxime da eficiência do RB7 de Vettel, nas corridas essa superioridade evapora e as vitórias do alemão estão longe de ser um passeio. Hamilton, que vejo como o único real oponente, perdeu a cabeça e falou bobagens ao final da corrida. Seu desequilíbrio é mais um facilitador para o caminho vitorioso de Vettel.

Entrevista com o mexicano Héctor Rebaque

Héctor Rebaque é um nome pouco lembrado na Fórmula 1. Nem todos se recordam, por exemplo, que o mexicano teve participação importante no primeiro dos três títulos mundiais de Nelson Piquet, em 1981.

Naquela temporada, Piquet e Rebaque formavam a dupla de pilotos da Brabham. O desempenho dos companheiros, no entanto, foi completamente distinto. Enquanto Piquet venceu três provas no ano e garantiu o título com 50 pontos, o mexicano conseguiu completar apenas cinco das 15 corridas da temporada.

Rebaque ficou em décimo no Mundial de Pilotos, seu melhor ranking em toda carreira – na qual disputou 41 Grandes Prêmios ao todo e não conquistou nenhuma vitória.

Apesar da fraca campanha, Rebaque tem boas lembranças da temporada de 1981. Um dos motivos foi o seu “magnífico” relacionamento com Piquet, considerado pelo mexicano um piloto completo.

Além de falar sobre a temporada de 1981 e o título de Piquet, Rebaque, que atualmente trabalha como empresário na Cidade do México, contou também das suas expectativas com relação a Segio Pérez, piloto mexicano da Sauber, e apontou predileção pelo título do espanhol Fernando Alonso na temporada 2011 da Fórmula 1. Confira a seguir a entrevista exclusiva com Héctor Rebaque.

Você e Piquet formaram uma dupla importante na Fórmula 1 em 1981. Quais são as suas recordações daquela temporada?
Rebaque: Foi uma temporada muito interessante por tudo o que aconteceu na Fórmula 1. Eu lembro que, por causa de uma hepatite, não corri o GP de abertura, na África do Sul (a prova foi cancelada pela FIA, mas os pilotos fizeram um acordo para realizá-la mesmo sem pontuação). Mas foi uma temporada bastante intensa.

Como era a sua relação com Nelson Piquet?
Rebaque: Sempre nos demos muito bem. Houve momentos de discussão, mas nada relevante. Na verdade, nosso relacionamento era magnífico. Eu considero Nelson um bom amigo. Entre nós dois as coisas sempre foram ótimas. Faz tempo que não nos falamos, mas Nelson é um bom amigo, temos uma boa relação.

O desempenho de vocês foi bem diferente na temporada. A que você atribuiu isso? Tem a ver com o acerto dos carros? Como eram feitos os acertos?
Rebaque: Cada piloto preparava seu carro e identificava suas particularidades. Sempre havia muita variável para mexer entre um carro e outro, mas no final das contas ambos ficavam com características parecidas. Nunca iguais, mas parecidas. Piquet era um piloto muito completo e, nessa questão dos acertos, desempenhava muito bem a função.

No momento em que só havia chance de título para Piquet e Reutermann, você ajudou Piquet de alguma maneira nas pistas? Você torceu pelo brasileiro?
Rebaque: Éramos uma equipe. Talvez uma equipe melhor e mais unida do que as de hoje. No mínimo formávamos um time diferente dos que existem hoje na F1. Sempre tivemos uma boa relação. Os carros nem sempre funcionavam de maneira igual. Às vezes Piquet tinha alguns contratempos com seu bólido, às vezes era eu que tinha com o meu. Tive de me sacrificar muito durante a temporada. Não completei várias corridas.

Qual é o melhor piloto com o qual você já fez parceria?
Rebaque: A verdade é que não tive muitos companheiros de equipe. Estava sozinho quando corri de Lotus. Mas já tive a oportunidade de trabalhar muito com o Mario (Andretti) e também com o Ronnie (Peterson). Com Carlos (Reutemann), a relação nunca foi muito próxima, na realidade, pois ele era um pouco mais reservado neste aspecto. Posteriormente, o meu companheiro foi Nelson, e as recordações são ótimas. Foi algo excepcional por termos atingido as expectativas da Brabham, com a conquista do mundial. Aquele momento foi muito importante para todos, pois no ano anterior a oportunidade de Piquet escapou na disputa contra o Alan Jones. Por isso, vencer o mundial foi um êxito muito grande. Obviamente que o campeão foi o Nelson, mas, para mim, que estava como companheiro de equipe, foi satisfatório auxiliá-lo na conquista de um título inédito até para Bernie Ecclestone (então chefe de equipe da Brabham).

A Brabham começou aquela temporada como uma das favoritas. Quais eram os maiores adversários a superar?
Rebaque: A Brabham fechou a temporada de 80 com um carro bastante competitivo e estávamos esperançosos de manter essa condição para o ano seguinte, mesmo sabendo de todas as dificuldades. A Willians era definitivamente a equipe a ser batida em 81. A Renault também tinha bons momentos, mas foi mesmo com a Willians que a Brabham duelou até o final. A competição estava fortíssima. Em alguns GPs, o nosso carro tinha um desempenho superior. Em outros, a Willians se saia melhor. A Ferrari também era rápida.

Quais são as suas expectativas com relação ao Sergio Pérez? O México pode sonhar com vitórias na Fórmula 1?
Rebaque: Creio que o Sergio Pérez chega à F1 com ótimas credenciais, haja vista o seu desempenho na Fórmula 2. Acredito que ele está preparado, devido ao seu contato com a escola europeia de automobilismo. As coisas podem ser boas, sim. Ele tem o apoio de um bom patrocinador. Desejo sorte a ele, que as coisas saiam bem.

É dele a sua torcida para a temporada 2011?
Rebaque: Sim. Mas gosto muito do Fernando Alonso também. Vamos ver o que acontece no resto do ano com a Ferrari. O título de Vettel do ano passado foi merecido, ele está bem. Acho que será tudo bastante disputado.

E sobre Felipe Massa e Rubens Barrichelo? O que pensa a respeito dos brasileiros da Fórmula 1?
Rebaque: Ambos têm carreiras interessantes e largas. Talvez não tenham dado tanta sorte, pois durante muito tempo foram tidos como segundos pilotos de Schumacher. Principalmente no caso de Rubens. Acho que isso o impediu de crescer. Já o Felipe deveria ter conquistado o título naquela corrida do Brasil (em 2008), mas são coisas que acontecem na F1.


segunda-feira, 30 de maio de 2011

Rapidinhas do dia

Futebol: As obras para a construção do "Fielzão", estádio do Corinthians, iniciaram nesta segunda-feira (30) e tem previsão de encerramento no final de 2013.

NBA: Miami Heat e Dallas Mavericks farão a grande final da temporada 2010/2011. Será uma reedição da decisão do título de 2006.

Fórmula 1: Depois das ofensivas dadas no GP de Mônaco deste domingo (29), Hamilton pediu desculpas a Massa e Maldonado nesta segunda-feira (30), via Twitter.

sábado, 28 de maio de 2011

Rapidinhas do dia



NBA: A ex-estrela da NBA , Scottie Pippen, afirmou nesta sexta-feira que LeBron James, finalista pelo Miami Heat, caminha para ser melhor que seu ex-companheiro de Bulls, Michael Jordan.

Futebol: O Barcelona venceu o Manchester United e conquistou seu quarto título da Uefa
Champions League. Com gols de Pedro, Messi e Villa, a equipe catalã dominou toda a partida.

Fórmula 1: O estreante piloto Sergio Perez sofreu sério acidente na saída do túnel,no GP de Mônaco. Ele foi consciente para o hospital e não tem ferimentos graves.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Rapidinhas do dia

Fórmula 1: Alonso é o piloto mais veloz dos primeiros livres em Mônaco. O espanhol bateu o tempo de Sebastian Vettel na segunda sessão e mostra que a Ferrari tem chance de reagir em
Monte Carlo.

NBA: O time do Dallas Mavericks bateu o Oklahoma City Thunder numa virada espetacular no final do jogo e é o campeão de 2011 da Conferência Oeste! O Dallas espera por Chicago ou Miami.

Futebol: Petkovic volta ao Flamengo. Aos 39 anos, o sérvio ficará até dezembro como jogador e depois passará a integrar um cargo executivo no rubro-negro carioca.



quarta-feira, 25 de maio de 2011

Rapidinhas do dia


Confira as rapidinhas do dia no mundo esportivo

NBA: MVP da liga europeia de basquete, o brasileiro Marcelinho Huertas, do Caja Laboral Baskonia, diz que a ausência das propostas para NBA não tira seu sono.

Futebol: O Corinthians lançou seu terceiro uniforme nesta quarta-feira (25). A camisa na cor grená homenageia o time italiano Torino e estréia contra o Coxa neste fim de semana.

Fórmula 1: Fernando Alonso afirmou nesta quarta-feira que Ferrari necessita de um carro mais veloz urgentemente se ainda quer ser campeã nesta temporada.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Maior vencedor da F1, Schumacher perde "de lavada" para Rosberg


Desde que voltou à Fórmula 1 em 2010, após três anos parado, Michael Schumacher não conseguiu nem de perto lembrar o piloto sete vezes campeão do mundo. Colecionador de recordes – tem o maior número de vitórias, pole positions, pódios e títulos na categoria –, o alemão teve de se acostumar a uma realidade bem diferente.
Desde que voltou à Fórmula 1 em 2010, após três anos parado, Michael Schumacher não conseguiu nem de perto lembrar o piloto sete vezes campeão do mundo. Colecionador de recordes – tem o maior número de vitórias, pole positions, pódios e títulos na categoria –, o alemão teve de se acostumar a uma realidade bem diferente.

No campeonato passado, o heptacampeão ficou atrás de um parceiro de escuderia após disputar uma temporada completa pela primeira vez em sua carreira. Apenas em 1991, quando entrou com o Mundial já em andamento, e em 1999, ano em que sofreu grave lesão que o tirou de sete corridas, o alemão havia marcado menos pontos do que um companheiro.

Das 19 provas realizadas na temporada passada, Rosberg terminou à frente de Schumacher em 14. A hegemonia do filho de Keke foi ainda maior nos classificatórios, com 15 grids superiores ao heptacampeão. O número de pontos do piloto de 25 anos foi quase o dobro do de Schumacher: 142 contra 72.

Em 2011, a situação não é muito diferente até agora. Nas três primeiras corridas do ano, Rosberg largou na frente em todas. Já nas provas o equilíbrio foi um pouco maior. Na Austrália, ambos abandonaram. No segundo Grande Prêmio, na Malásia, Schumacher conseguiu vencer seu companheiro e terminou na nona posição, três à frente de Rosberg. O troco veio na China. E em grande estilo: Nico foi quinto, enquanto o heptacampeão acabou na oitava colocação.

Michael Jordan e Alain Prost podem servir de inspiração

Ao desistir da aposentadoria e voltar a competir, Schumacher repetiu a trajetória de outros grandes nomes do esporte, que, após conquistarem títulos e pararem, retornaram na tentativa de acumular novos troféus.

Um caso de sucesso aconteceu com Michael Jordan. O maior jogador de basquete de todos os tempos deixou as quadras após ser tricampeão pelo Chicago Bulls, entre 1991 e 1993. Voltou aos Bulls em 1995, após breve experiência nos campos de baseball, e foi novamente tricampeão – de 1996 a 1998.

Na Fórmula 1, dois campeões conseguiram aumentar o número de títulos depois das paradas. Niki Lauda, que conquistou seu terceiro troféu na categoria em 1984, após não correr nos anos de 1980 e 1981, e Alain Prost, que já em seu primeiro ano de retorno, em 1993, sagrou-se tetracampeão da categoria.

Hingis e Hollyfield fracassaram no retorno

Há exemplos também de campeões que, após anunciarem a aposentadoria pela primeira vez, voltaram a competir e não tiveram sucesso. É o caso da tenista Martina Hings, que dominou o circuito feminino da ATP no final da década de 1990.

Após parar de jogar por conta de sucessivas lesões no início dos anos 2000, a suíça arriscou dois retornos. Em 2005, quando jogou até 2007, e uma breve tentativa em 2010. Os bons resultados, porém, não vieram em nenhuma das ocasiões.

Evander Holyfield é mais um caso de insucesso. O pugilista americano se afastou do esporte em 2004. Entre 2007 e 2008, voltou a treinar e tentou recuperar o título mundial por duas vezes. Foi derrotado em ambas. Atualmente, com 48 anos, Holyfield continua na ativa, sem grandes resultados.

Chammas, bem-vindo

Olá, professor,
como eu havia dito para o senhor, sou estagiário do portal ig na editoria de automobilismo, então estarei aproveitando as matérias assinadas que fiz para o site aqui como F1.
Bem vindo ao blog, espero que goste.